Saiu o resultado do concurso da comemoração dos 120 anos da mundialmente famosa Torre Eiffel, proposto pela Société d’Exploitation de la Tour Eiffel. O vencedor foi o escritório Serero Architects, com um projeto que não poderia ser mais surpreendente e ao mesmo tempo polêmico, considerando que estamos mexendo no âmago do orgulho francês.

A torre, que hoje é o maior emblema do turismo arquitetônico mundial, foi concluída em 1889 pelo engenheiro Gustave Eiffel como uma base para comportar os mais diversos equipamentos para estudos relacionados à gravidade e à força do vento, sendo portanto, capaz de abarcar inúmeras vezes o peso suportado hoje. Tanto que até a Primeira Guerra Mundial, a torre servia de suporte para inúmeras antenas de rádio com transmissão para todo o país. Com seu sucesso do seu potencial turístico, a estrutura centenária foi despida de suas capacidades físicas e científicas, mas se viu refém de seu próprio sucesso, e hoje opera em capacidade máxima, deixando seus visitantes esperando até mais de uma hora por uma viagem ao topo.

Tendo estas premissas em mãos, unindo tecnologia de ponta e uma boa dose de ousadia, o escritório vencedor propõe uma plataforma temporária que dobra a área do terceiro andar da torre (de 280 para 580m2), e com isso reduz as filas no térreo. A estrutura é feita em Kevlar, uma fibra polimérica da Dupont cinco vezes mais resistente que o aço, que além de ser apenas amarrada e não interferir na estrutura original, pesa absurdos 1.200kg (você pensou certo, o peso de um carro médio).


Para mim, como velho e cansado brasileiro, o fato mais chocante deste projeto é o custo previsto da obra, em míseros 1,3 milhões de euros, dinheiro que aqui seria suficiente para TALVEZ construir um ponto de ônibus. E dos mais simples, nada de sofisticação, hein? Por isso vou começar a guardar minhas moedinhas para ver se consigo conferir de perto o aniversário da ‘dama de ferro’.

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